Eu, Henrique, tomei a liberdade de contar como começou a nossa história. Então, desde já, tenham certeza de que este é o relato mais fiel possível da verdade dos fatos.
E a verdade é que a nossa história poderia nem existir, já que eu e Lorena frequentávamos lugares claramente muito diferentes. Enquanto eu sempre gostei de um bom pagode, Lorena circulava por festas de música eletrônica, bares mais rebuscados e, claro, A Obra. Ainda bem que tivemos amigos em comum para nos apresentar.
Foi no aniversário da Gabi e da Bella, em um pagode de rua, pois é assim que o amor moderno começa, que nos encontramos pela primeira vez. Durante o pagode, mal conversamos, eu estava ocupado demais cantando e curtindo cada música como se fosse a última, e Lorena era, até então, só mais uma pessoa ali na mesma turma.
Mas, quando o pagode acabou, fomos unidos por uma força maior: O AFTER.
E foi assim que fomos parar em uma mesa de bar no Ponto Savassi, para aquela famosa saideira. Lá, finalmente conseguimos conversar melhor e dar várias risadas, algumas delas de porquinho.
E "O que o AFTER uniu, a rotina não separa".
Dali pra frente, nasceu uma amizade leve, divertida e muito nossa. Começamos a nos encontrar nos fins de semana, conversar cada vez mais e rir de qualquer bobagem. E foi por conta dessa amizade, que em uma TARDEZINHA de um sábado qualquer, ouvi que NUNCA nos beijaríamos, que seríamos só amigos.
A vida seguiu, continuamos nos vendo, saindo e conversando sem parar, mas a vida com toda sua ironia, fez a Lorena pagar língua: O dia do NUNCA tinha chegado!
Aquele “nunca” que ela tinha jurado.
Pois é...
Depois disso, não teve muito para onde correr, a amizade seguiu com a mesma leveza e as mesmas risadas, mas agora com uma vontade cada vez maior de estar junto. Uma parceria que foi se criando dia a dia, uma conexão que foi aumentando segundo a segundo. Até que, um dia, essa amizade virou namoro, esse namoro nos levou a morar juntos com mais dois cachorros, Luke e Lulu, o que eu dizia que nunca iria fazer (quem pagou língua agora?!) e depois de algumas indiretas virou um noivado.
Agora cá estamos, prontos para sermos marido e mulher.
E foi assim, entre acasos, pagodes, afters, risadas de porquinho, indiretas e dois “nunca”, que estamos construindo o nosso pra sempre.